Esta é a aula 3 da Formação Safirion, o curso gratuito de trading em vídeo da corretora Safirion. Nesta aula, a Mirielle mostra como traçar suporte, resistência e linha de tendência no gráfico, com uma dica para facilitar a marcação de topos e fundos. O resumo está abaixo do vídeo.
Usando o zigue-zague para enxergar topos e fundos
A Mirielle começa mostrando uma dica para deixar mais fácil o traçado de suporte e resistência. No menu do lado esquerdo, ela orienta entrar em Indicadores, usar a aba de pesquisa e procurar por zigue-zague.
Segundo a Mirielle, esse indicador forma um zigue-zague entre os topos e os fundos do gráfico, o que ajuda a visualizar onde marcar as linhas. Ela recomenda usar a porcentagem de 5%, para que o indicador fique mais rente aos topos e fundos, e depois aplicar.
Com o zigue-zague aparecendo no gráfico, a próxima orientação é seguir tanto o último topo quanto o último fundo formados pelo indicador. Assim, o aluno consegue marcar suporte e resistência de forma rápida e simples.
Traçando resistência e suporte com linhas horizontais
Depois de ativar o zigue-zague, a Mirielle volta ao menu do lado esquerdo, entra em Ferramentas Gráficas e escolhe a linha horizontal.
Ela posiciona a primeira linha no topo visível indicado pelo zigue-zague. Essa linha passa a ser a resistência. Em seguida, ela pega outra linha horizontal e posiciona no fundo visível indicado pelo zigue-zague. Essa segunda linha passa a ser o suporte.
O que são suporte e resistência
A Mirielle explica que o suporte é a linha que fica mais abaixo, enquanto a resistência é a linha que fica mais acima. O suporte funciona como se fosse o chão do gráfico, uma região em que o preço tende a ter dificuldade de passar para baixo. A resistência funciona como o teto do gráfico, uma região em que o preço tende a ter dificuldade de passar para cima.
Ela reforça que essas regiões podem ser rompidas, e que isso faz parte da movimentação natural do mercado. Mesmo assim, é importante saber onde estão o suporte e a resistência para identificar o rompimento mais próximo.
Como exemplo, a Mirielle comenta que, em uma entrada em fluxo de velas, ela espera o preço romper acima da resistência quando o gráfico está em tendência de alta. Já em tendência de baixa, ela espera o rompimento do suporte.
Tendência de alta precisa romper níveis acima. Tendência de baixa precisa romper níveis abaixo.
Realocando suporte e resistência
Quando o gráfico evolui e rompe uma resistência, a Mirielle mostra que é preciso movimentar a linha de resistência para cima. Para isso, ela passa o mouse próximo à linha até aparecer uma bolinha, clica, segura e arrasta a linha para o novo ponto.
Ela explica que suporte e resistência são níveis gráficos que, em determinados momentos, o mercado pode precisar romper. Por isso, essas linhas não ficam fixas para sempre. Conforme novos topos e fundos aparecem, o trader realoca suporte e resistência no gráfico.
Preparando o gráfico para traçar a linha de tendência
Na sequência, a Mirielle passa para a linha de tendência. Ela explica que, para suporte e resistência, o zoom fica mais aberto para enxergar o último topo e o último fundo. Já para traçar tendência, é o contrário: ela retrai o gráfico e tira o zoom da tela para ver a movimentação de forma mais ampla.
O objetivo é identificar em que ponto o gráfico caiu ou subiu pela última vez e começou uma nova subida ou descida. No exemplo da aula, ela identifica que o gráfico está em ascensão, ou seja, subindo. Por isso, decide traçar uma LTA, a Linha de Tendência de Alta.
Ela também cita a LTB, a Linha de Tendência de Baixa, mas como o gráfico do exemplo está subindo, a aula segue com a LTA.
Como traçar e ajustar a LTA
Para traçar a linha, a Mirielle entra novamente em Ferramentas Gráficas e seleciona Linha de Tendência. O primeiro clique deve ser no ponto em que o movimento começa a subir. Ela orienta pegar o ponto mais baixo e puxar a linha para cima, sempre a partir do início do movimento.
Depois de traçar, ela ajusta a linha para ligar alguns pontos do gráfico. A Mirielle destaca que o importante é ter pelo menos dois pontos encostando ou quase encostando na linha, fora o ponto usado para puxar o traçado.
Com o zoom novamente aplicado, ela verifica se os fundos estão encostando ou quase encostando na linha. Quando isso acontece em pelo menos dois pontos, ela considera que a linha de tendência está bem traçada.
Quando o gráfico foge da tendência
No exemplo, a Mirielle observa que o gráfico fugiu da tendência: ele deixou de ficar por cima da linha de tendência e passou a vir por baixo. Ela explica que, nesse momento, existem duas possibilidades. O gráfico pode romper a tendência ou pode voltar para cima e retomar a tendência principal.
Por isso, ela orienta não fazer entrada nesse momento. A ideia é acompanhar a evolução gráfica para entender se o preço vai voltar para a tendência ou se vai confirmar o rompimento.
Se o gráfico realmente romper e começar a cair, a Mirielle mostra que é possível traçar uma nova linha de tendência a partir de um ponto em que o movimento começa a cair. Essa linha funciona como uma linha assistente para observar se o gráfico passa a seguir aquele trajeto.
Ela conclui que, nesse cenário, aquilo que estava em alta pode começar a formar uma tendência de baixa, também chamada, quando ainda está recente, de nova baixa. Quando existe essa divergência de tendência, a orientação da aula é aguardar e não operar naquele momento.
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